Vida e Quadrinhos

Nosso post de hoje tem um viés mais intimista. Não iremos falar de algum quadrinho específico, mas o papel deles na (minha) vida.

Quando se coleciona hqs ou mangás, o dia que seu quadrinho chega na banca é um momento de alegria e entusiasmo que toma conta do seu corpo. Você contou os dias que faltavam para chegar o seu gibi, principalmente se ainda não conhece a história, e agora o tem em mãos! Depois de comprá-los eu lia em uma sentada só. Claro, acompanhado de um pacote de trakinas e uma latinha de coca-cola, fruto dos R$ 50,00 que meu avô me dava quando ia a sua loja.

A minha melhor experiência de infância foi acompanhar a série Dragon Ball (o anterior ao Z), que saiu pela editora Conrad. Eu era muito fã do anime que ainda se desenrolava no Cartoon Network e não conhecia a história que deu origem a ele. Cada volume era uma novidade pra mim. Aquele pequeno Goku era muito diferente do Goku já adulto lutando contra diferentes raças em outros planetas.

Em Dragon Ball, o maior inimigo (antes de Piccolo Daimaoh) era uma grande corporação (Red Ribbon), algo impensável no universo da série posterior. Goku ainda não sabia voar, só o fazia com ajuda da sua nuvem voadora. Ver como ele aprendeu o Kame-hame-ha, a lutar e até como ele superou o incrivelmente forte Mestre Kame era algo fantástico. Eu já não sei quantas vezes reli o mangá inteiro, e cada vez gosto mais.

Histórias desenhadas são diferentes dos livros. Parece trouxa falar isso por tamanha obviedade, mas histórias em quadrinhos nos contam mais. Trocamos a imaginação por algo visual, é uma informação mais completa. Suponha que não houvesse o Anime e Dragon Ball fosse um livro, como imaginaríamos o Goku com seus cabelos espetados, ou a cabeça brilhante de Kuririn? Ou ainda as expressões do velho tarado Mestre Kame? Parece que tem coisas que saem melhor se desenhadas.

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Mestre Kame, Kuririn e Goku na série Dragon Ball

Aí daria para argumentar algo do tipo “ah, mas é porque é uma série de luta e ação”. Até concordo com a afirmação, mas a expressão dos personagens, o ambiente, as roupas, tudo tem que ser pensado (o que num livro pode acabar sendo um pouco chato se o nível de detalhes for exacerbado é algo básico em histórias desenhadas). Algo comum nos quadrinhos é mostrar o que o personagem está pensando ou sonhando. Isso é muito bacana, porque aproxima mais o leitor da mensagem do autor e ainda deixa com margem para diferentes interpretações.

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Trecho da HQ Retalhos, de Craig Thompson, onde o protagonista Craig idealiza sua paixão na juventude.

Muita gente acredita que histórias desenhadas pertencem à infância, e isso não é verdade. Isso ocorre, pois as histórias em quadrinho não necessariamente precisam de diálogo, pois as imagens sequenciais falam por si e esse estilo é usado em obras para crianças que estão aprendendo a ler. No entanto, muitos quadrinhos (inclusive os mais famosos, como Batman, Deadpool ou Demolidor normalmente não são nem aconselháveis para crianças), tem como público-alvo jovens e não raro, adultos.

Hoje, no ápice dos meus 27 anos, eu prefiro histórias intimistas, como Retalhos, a histórias de ação (apesar de ainda acompanhar e gostar. Dragon Ball Super está aí). Também tenho tido crescente interesse em biografias e histórias reais, como o gênero Jornalismo em Quadrinhos.

Esse texto foi para comentar um pouco da minha relação com esse tipo de leitura. E qual a experiência de vocês? Comentem ou mandem e-mail =)

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