Placas Tectônicas: o prazer de acompanhar a vida alheia

“Dentro de todo homem há uma criança escondida querendo brincar – Friedrich Nietzsche”

Uma das coisas que a gente percebe ao longo do tempo, ainda mais quando tem a oportunidade de viajar para outras culturas, é que não importa onde esteja, as pessoas ainda vivem a vida de uma maneira semelhante. Isso é especialmente verdade para as culturas ocidentais, das quais fazemos parte.

Podemos afirmar que a narrativa da vida é tão fascinante de acompanhar porque ela possui aspectos comuns a todos. Um bom artista que pretende nos contar essa história universal precisar ser habilidoso em torná-la interessante – e mais habilidoso ainda em não perder essa sensação de familiaridade.

É por isso que ler diários é algo tão legal. Cada um tem suas história e suas particularidades, mas na essência todos buscamos as mesmas coisas: amor, segurança, amizade, felicidade. É a jornada atrás delas que conta. Placas Tectônicas, de Margaux Motin, é como se fosse um diário – mas feito por uma artista muito talentosa.

 

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Sinopse: Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trinta e poucos anos de idade; uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.

Não vou comentar mais sobre a história, pois uma das coisas mais legais em narrativas desse estilo é viajar junto com a personagem nas viradas que a vida dá. Mas posso comentar uma coisa: como é legal conseguir se identificar com uma personagem (que no caso é a autora) ao ponto de torcer por ela a cada quadrinho.

Falando nos quadrinhos, Margaux é uma ilustradora profissional, que além das obras publicadas trabalha com publicidade. Resumindo: ela sabe o que está fazendo. Os desenhos são lindos e com traços únicos, e em várias páginas ela mistura fotos com ilustrações. Isso tudo traz uma identidade visual muito interessante. No começo até podemos estranhar o estilo, mas quando viramos a última página já estamos sentindo saudades.

 

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Outra coisa legal do formato é que ele é constituído de pequenas tiras, que duram uma ou duas páginas. Juntas elas contam uma história maior, a história da vida da protagonista após a separação do casamento. Mas ainda podem ser entendidas separadamente. É um estilo que gosto bastante, e foi usado também na obra Wilson, por exemplo.

Vale ressaltar que a obra vale para todos os gêneros. O fator identificação comentado no início do texto vai facilitar que as leitoras do gênero feminino curtam mais alguns quadrinhos, pois provavelmente já passaram por coisas parecidas. Mas grande parte da obra trata de aspectos que ambos os gêneros passaram e ainda passam. São aqueles valores universais que comentamos: amor, segurança, amizade, felicidade, entre outros.

Afinal, a nossa vida não é uma jornada em busca de tudo isso? Todos temos uma história pra contar. Margaux contou sua história, e ela vale a pena ser lida. Quem ficou interessado, ela é encontrada na Gibiteria neste link.

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