Retrospectiva 2017: as obras que passaram pelo blog!

Fim de ano é sinônimo de algumas coisas: promessas, especial do Roberto Carlos, roupas brancas e…listas! Sim, uma das coisas mais divertidas de se fazer é lembrar do melhor e do pior que tivemos durante todo o ano. Nós aqui da Gibiteria Diagonal não poderíamos ficar de fora.

Neste primeiro ano de existência nós trouxemos aqui para o blog muitas obras que consideramos interessantes para nosso público. Nossa preocupação principal na seleção delas foi a qualidade: só selecionamos o que lemos e gostamos. Para relembrar estes momentos bons passados com grandes títulos e autores, montamos uma lista com tudo que passou aqui no nosso blog.

Você pode considerar uma lista das melhores coisas que lemos em 2017. Ou um guia para futuras compras. De qualquer maneira, esperamos que cada obra aqui presente seja especial para vocês assim como foi para nós! Ah, elas estão na ordem de postagem, não de qualidade 😉

E olha que legal: para comemorar a virada de ano até o dia 31/12/2017, a Gibiteria está com o cupom retrospectiva2017, que dá frete grátis para todas as compras acima de 50 reais!

Wilson – Daniel Clowes

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“Wilson é a história sobre um sujeito de meia idade divorciado e infeliz que desfruta basicamente da companhia de seu cão. O sentimento que tive ao ler essa Graphic Novel foi de angústia do início ao fim. Nas primeiras páginas têm algum alívio cômico, mas que não retorna mais.

A impressão que dá ao terminar é que a vida de Wilson é definida pela inércia, pela espera que o mundo mude ao invés dele. Entretanto (para mim a única razão para alguém ler a obra), pode ser um alerta para alguém que está se aproximando da miserável caricatura de Wilson (e pelo amor da Deusa que volte umas casas no tabuleiro da vida antes que chegue muito perto).”

Rat Queens –  Kurtis J. Wiebe e Roc Upchurch

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“Para quem gosta de uma série em um ambiente estilo Dungeons & Dragons com protagonismo feminino, vai adorar Rat Queens! Uma terra com aspecto medieval com humanos, orcs, elfos, monstros, feitiçaria, e é claro, pancadaria.

O enredo tem como protagonistas Hannah, Violet, Dee e Betty. O leitor é envolvido no mistério ao mesmo tempo que é cativado pelas personalidades acentuadas das quatro mulheres.”

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The Hype e Múltipla Escolha – Marcel Ibaldo e Max Andrade

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“As duas histórias trazem um traço de estilo Mangá e trabalham temas centrados em aspectos cotidianos. The Hype traz a história de Mauro, um professor de cursinho que quando criança tinha o sonho de ser um herói. O que aconteceu com ele é o que acontece com a maioria de nós. Temos nossos sonhos um pouco achatados pela vida que vai seguindo. Um dos pilares da história é a música, e como ela nos leva a emoções, e em poucos segundos podemos viajar no tempo e reviver lembranças do nosso passado.

Já Múltipla Escolha trata de um tema sempre atual, o vestibular. A história consegue tratar de várias temáticas, apesar de passar num espaço de tempo curto. Expectativa, confiança, arrogância, sentimentos, namoro, pais, tudo convergindo em um único momento. Se você passou por essa etapa, é impossível não se identificar com a situação.”

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O Soldador Subaquático – Jeff Lemire


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“Jack Joseph, 33 anos, é um soldador subaquático (dos bons). Ele tem uma esposa e um filho a caminho…um menino. Jack trabalha em uma plataforma de petróleo na costa do Canadá, e sua história começa na véspera do seu último mergulho antes da paternidade.

O Soldador Subaquático é uma história de amor, angústia, paternidade e redenção. Possui 220 páginas de belas ilustrações em preto e branco e diversos diálogos de um homem perdido em seu passado. Vale a pena ser lida por todos que gostem de histórias minimalistas e buscam por obras que fiquem na cabeça muito tempo depois de finalizadas. ”

Holy Avenger – Marcelo Cassaro e Erica Awano


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“Holy Avenger é um universo de fantasia misturado com anime, que habitou as bancas do país no início dos anos 2000, e conseguiu se manter com uma boa média de vendas em todos as suas 42 edições quinzenais.  Traz a história de Lisandra, criada por animais em uma ilha selvagem. A jovem vivia feliz em seu mundo puro… Até que os sonhos vieram. Sonhos sobre o Paladino, um herói com o poder do Panteão. Sobre como ele havia sido derrotado por forças malignas. E sobre como ela poderia ressuscitá-lo se encontrasse suas gemas divinas — os vinte Rubis da Virtude.

A arte em estilo mangá é linda, o universo é rico e detalhado, os personagens são carismáticos e o enredo é bem planejado e com um final satisfatório. Uma coisa que merece ser destacada é a evolução da história. Ela começa mais leve e com muitas pitadas de humor, mas vai evoluindo o tom enquanto avança. O final dela é bem tenso e mais maduro, tendo alguns plot twists muito bem pensados.

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Placas Tectônicas – Margaux Motin


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“Cada um tem suas história e suas particularidades, mas na essência todos buscamos as mesmas coisas: amor, segurança, amizade, felicidade. É a jornada atrás delas que conta. Placas Tectônicas, de Margaux Motin, é como se fosse um diário – mas feito por uma artista muito talentosa.

A obra é é constituída de pequenas tiras, que duram uma ou duas páginas. Juntas elas contam uma história maior, a história da vida da protagonista após a separação do casamento. Mas ainda podem ser entendidas separadamente.Os desenhos são lindos e com traços únicos, e em várias páginas ela mistura fotos com ilustrações. Isso tudo traz uma identidade visual muito interessante.”

Persépolis – Marjane Satrapi


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“A história aborda a vida de Marjane Satrapi, uma menina iraniana que, no auge de sua infância, viu o país afundar em uma revolução de extremistas religiosos, os quais impuseram diferentes obrigações às pessoas, especialmente às mulheres, tornando o Irã uma nação cuja fama remete ao que hoje conhecemos no Ocidente enquanto estereótipo islâmico.

Sem dúvidas, está na lista de HQs para públicos interessados em política, relações internacionais e, especialmente, feminismo. Mostra uma mulher dotada de agência e capacidade de sobrevivência em cenários abruptamente distintos. É uma HQ bastante instrutiva que permite uma leitura crítica, identificando tanto o cerceamento de liberdades no Oriente Médio, quanto as diversas hipocrisias dos ocidentais, demonstrando, muitas vezes, que elementos de ambas as culturas nos aproximam mais do que podemos perceber.”

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Ghost in the Shell – Masamune Shirow


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“De todos os mangás que conseguiram chegar com sucesso no ocidente, essa obra de Masamune Shirow foi uma das mais influentes. Muito disso graças à adaptação para um longa animado, que fez muita gente pensar sobre conceitos como “alma” e “vida” no meio da década de 90.

Se eu puder resumir bem, diria que Ghost in the Shell é uma obra extremamente complexa contada de forma simples. Digo isso porque a quantidade de informação que o autor coloca é maçante. Junto com as notas de rodapé então… Ele não pega leve na construção do seu universo ciberpunk, e é bom você saber disso antes de ler. Se você adora ficção científica hardcore mesmo e tem interesse em reflexões de como uma pele artificial seria construída ou como fungos poderiam afetar peças de ciborgues, você vai amar.”

Do Inferno – Alan Moore


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“O próprio tema dela já desperta interesse de cara. A história de Jack Estripador – o mais antigo serial killer da história moderna – é um mistério sem solução até os dias de hoje. O autor pega uma das teorias sobre a identidade de Jack e trabalha em cima dela, realizando um trabalho de pesquisa colossal (tudo documentado no final da obra). Todo o enredo é escrito e desenhado levando em conta como seria a Inglaterra da época, utilizando personagens reais (e alguns inventados também).

Para mim, a maior relevância de Do Inferno é muito clara (e não só para os quadrinhos): Enquanto houver artistas geniais, podemos ter obras fantásticas. Agora, quando a genialidade encontra o trabalho duro de pesquisa…bom, aí teremos obras de arte.”

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Hip Hop Genealogia –  Ed Piskor


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“Quando o autor escolheu tiras ao invés de um livro para contar a história do Rap, ele perdeu em espaço e profundidade, mas ganhou demais na estética e na originalidade. Seu trabalho é maravilhoso – não a toa ganhou um Eisner, a maior premiação de quadrinhos do mundo – e merece ser conferido.

São vários os motivos para indicar esta obra. Claro que os fãs de hip hop nem precisam de mais razões, porque é um material imperdível. Quem gosta de quadrinhos que contem histórias reais de períodos históricos, é outra ótima pedida. Mas mesmo quem não se encaixa nesses exemplos deveria considerar dar uma conferida na obra.”

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Carolina – Sirlene Barbosa e João Pinheiro


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“Carolina é uma obra de não ficção, mas não é uma adaptação de um livro da autora que dá nome ao título. Ela funciona mais como uma biografia. No fim da obra tem algumas páginas com um ensaio sobre a vida e a obra da protagonista, além de uma reflexão sobre sua importância para a literatura brasileira. A HQ foi indicada no prêmio Jabuti e no Troféu HQMIX desse ano – e isso porque não apenas trata de um tema importante. É porque é boa mesmo.

É difícil ler Carolina e não se impactar com a trajetória de vida dessa importante e esquecida autora negra do nosso passado literário. Ao conhecer sua história entendemos um pouco do que ela passou e porque foi deixada de lado. Antes tarde do que nunca, que a sua história de vida tenha o devido reconhecimento.”

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A Infância do Brasil – José Aguiar


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“Uma HQ para refletir o presente a partir do nosso passado. Este é o conceito de “A Infância do Brasil, de José Aguiar. A história do Brasil é contada pela ótica das crianças, mas a obra não é sobre as crianças. Por meio delas, as mais vulneráveis, conseguimos perceber o verdadeiro tema: como as injustiças da sociedade não desaparecem ao longo do tempo – apenas mudam a cada século.

É uma obra forte, que não foge de temas polêmicos e sensíveis, dessa maneira não é indicado para quem quer uma leitura leve.Mas com certeza é indicado para todos que querem conhecer um pouco mais sobre nosso país e sobre o futuro que estamos construindo para nossas crianças. ”

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